Foto: Divulgação


Ao final de cada semestre, os alunos da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH) e do Teatro-escola Célia Helena (TECH) participam dos Exames Abertos, colocando em prática os estudos desenvolvidos em sala de aula, na forma de apresentações abertas ao público em espaços da escola e teatros de São Paulo.


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No ano em que o Célia Helena Centro de Artes e Educação comemora 40 anos de trajetória, mais de 50 peças são apresentadas entre 20 de novembro e 21 de dezembro. Dentre as 25 turmas que se apresentam, sete delas se formam neste semestre.


Uma delas é o grupo de formandos conduzido pelo diretor convidado José Roberto Jardim (foto) na montagem Migrantes, texto de Matéi Visniec. As apresentações acontecem nos dias 18, 19, 20 e 21 de dezembro, às 20h, no Teatro de Contêiner. O enredo baseado em fatos reais do premiado autor romeno traz à cena inúmeros casos de migrantes e clandestinos fugindo de perseguições políticas, guerras e violações de direitos civis. Saiba mais sobre esta montagem no Blog do Célia Helena.



Foto: Divulgação


Diretores e textos consagrados

Para dirigir o processo e a apresentação de formatura dos alunos, foram chamados grandes nomes da cena teatral nacional, como a diretora do Célia Helena Centro de Artes e Educação, diretora e atriz Lígia Cortez, o diretor Marco Antonio Rodrigues, os atores e autores Liana Ferraz, Chico Carvalho, Simoni Boer e Marcelo Lazzaratto. Entre as apresentações, estão textos de autores renomados, como William Shakespeare, Naum Alves de Souza e Joël Pommerat.

Foto: João Caldas


Em A reunificação das duas Coreias, do autor Joël Pommerat, a turma de Graduação foi conduzida pelas atrizes e diretoras, Lígia Cortez e Janaína Suaudeau. O texto apresenta um título enigmático para o tema mais debatido em todo tipo de manifestação artística: o amor exposto em todos os seus formatos. São uma composição de cenas que abordam as contradições e os impasses das relações interpessoais na contemporaneidade.

Foto: João Caldas


Outro grupo de alunos da faculdade encenou a obra Nossa Senhora das Nuvens, escrita pelo argentino Arístides Vargas. (Confira artigo sobre o dramaturgo publicado na revista Olhares). Trata-se de um ensaio sobre o esquecimento, sobre a memória, sobre resistência e o não pertencimento. A direção é assinada pelo experiente Marco Antonio Rodrigues, vencedor dos prêmios Molière e Mambembe e um dos fundadores do grupo Folias d`Arte e do teatro Galpão do Folias. É possível saber mais detalhes sobre a montagem na matéria publicada no Blog do Célia Helena.

Seguindo o caminho do textos clássicos, outra turma de Graduação apresentou Hamlet, um estudo a partir da obra de William Shakespeare. Uma das peças emblemáticas do teatro ocidental adquiriu o caráter de estudo: mais que seu enredo, preocupa-se com a maneira que as individualidades de cada aluno-ator vibram dentro desse imaginário.

Foto: João Caldas


Entre as turmas de formação do Curso Profissionalizante, O convescote teve a direção do ator e professor Chico Carvalho. No enredo, um punhado de convidados que não se conhecem estão em uma sala de jantar. O anftrião? Igualmente desconhecido. Mas o que fisgou a todos não foi a chance de satisfazer o estômago e sim uma oferta profissional: a proposta para protagonizar o melodrama.

Foto: Adalberto Lima


Outra turma do Curso Técnico apresentou Isso não é arte, uma criação coletiva a partir do universo de seis personagens à procura de um autor, de Luigi Pirandello. Conduzidos por Liana Ferraz, atriz, dramaturga e pesquisadora da música de Elis Regina, o enredo mostra uma companhia de teatro que tenta sobreviver. Tentativas de pertencer à arte em um momento histórico tosco-trágico.

Foto: Gio Boareto


Por fim, o texto Aurora da minha vida, do premiado autor brasileiro Naum Alves de Souza, foi a escolha da turma de formandos com direção da atriz e dramaturga Simoni Boer. Escrita em 1981, a peça se passa numa sala de aula durante a década de 1970 e apresenta as relações cotidianas entre alunos e professores. Permeia as relações de poder durante o regime militar e mostra como ainda se mostra potente para provocar uma reflexão sobre a educação e a sociedade.

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