Escola de Teatro Célia Helena Inglês Notícias “Foi no Célia Helena que eu ouvi que tinha uma veia cômica”, diz a ex-aluna Miá Mello

“Foi no Célia Helena que eu ouvi que tinha uma veia cômica”, diz a ex-aluna Miá Mello

Segundo a atriz, a escola possibilitou a ela uma excelente formação, além de facilitar o acesso ao mercado de trabalho

A atriz Miá Mello, que se formou no Célia Helena Centro de Artes e Educação – FOTO: REDE GLOBO/DIVULGAÇÃO

Talvez você a tenha visto no teatro, talvez em uma série na TV. Ou pode ser que você tenha sido um dos mais de três milhões de espectadores que a viram no cinema, em Meu Passado me Condena. Não importa a plataforma: Miá Mello está em todas, sempre pronta a arrancar uma boa risada de quem a assiste.

A atriz integra o rol dos talentosos ex-alunos do Célia Helena Centro de Artes e Educação. Formada em publicidade e com um emprego na área, ela decidiu investir na carreira artística depois de fazer um curso de atuação para TV e se apaixonar pelo universo das artes cênicas.

O Blog Célia Helena bateu um papo com ela para saber mais sobre a passagem de Miá pela Escola e sobre o trabalho de atriz em teatro, cinema e TV.

Blog Célia Helena: Como começou a sua relação com o Célia Helena Centro de Artes e Educação?

Miá Mello: Eu sou formada em publicidade e, pouco antes de entrar no Célia, trabalhava em uma agência. Fiz um curso de atuação para TV, me apaixonei e comentei com as minhas duas chefes na época que, coincidentemente, também tinham alguma formação em teatro. Elas me incentivaram a seguir na carreira de atriz, mas disseram que eu precisaria procurar um lugar legal para estudar e me aprofundar na área.

Fui conhecer algumas escolas em São Paulo. Quando abri a porta do Célia Helena, dei de cara com um amigo super legal, que estava estudando lá. Já era um sinal. Eu senti uma coisa muito boa na escola, então acabou que a minha relação com o Célia e a escolha de estudar lá foram quase místicas! De todas as escolas que eu procurei, foi a que fez meu coração bater mais forte.

BCH: Como foi a sua formação no Célia? Você aplica os conhecimentos que adquiriu nas aulas?

MM: A formação que eu tive no Célia Helena foi muito importante para tudo que eu fiz até hoje e o que eu ainda vou fazer. Foi um lugar onde conheci artistas muito bons, onde me ensinaram muitas coisas. Até mesmo os professores de matérias mais teóricas, como história, são referências para os trabalhos que eu faço.

Aprendi a estudar, a pesquisa, a ir atrás. Lembro de ter estudado Tchekhov (em referência ao dramaturgo russo Anton Tchekhov) já no primeiro semestre: nesse início ainda não fazíamos peças, só exercícios. Mas foi tão importante, foi tão legal! Outra boa lembrança é a de uma adaptação que fizemos de Mancha Roxa, do Plínio Marcos, sobre um presídio feminino. Foi um trabalho super intenso. Tudo isso com professores de quem não esqueço até hoje. O Célia permite uma troca legal e a construção de uma rede de contatos interessantes pra você começar a carreira.

Em “Meu Passado me Condena”, que virou série, peça e filme, ao lado de Fábio Porchat – FOTO: DIVULGAÇÃO

BCH: Você faz trabalho de diversos gêneros, mas teve inegável destaque no humor. A Escola a ajudou nesse caminho?

MM: Foi no Célia que eu ouvi pela primeira vez a frase “Olha, você tem uma veia cômica!”. Por coincidência ou não, minha turma acabou trabalhando duas vezes com o mesmo diretor, o que não é muito comum por lá. E esse diretor era o Ednaldo Freire, o mestre da comédia! Eu nunca imaginei que eu fosse seguir pelo viés humorístico tão fortemente, apesar de sempre ser bem-humorada, engraçada em casa, com amigos. Ser engraçada no palco é diferente!

O humorista Paulinho Serra me chamou para fazer parte do grupo Deznecessários pouco antes de eu terminar o curso do Célia. Eu topei, mas teria topado se a proposta fosse fazer parte d’Os Satyros, do Grupo Tapa.. qualquer experiência seria válida pra mim. O humor acabou chegando sem eu ter ido atrás. Mas nada é por acaso, e também tive uma excelente preparação no humor dentro do Célia Helena.

BCH: Você vendeu a sua Parati para fazer teatro. Valeu a pena? Você acredita que o Célia abriu portas pra você no mercado de trabalho das artes cênicas?

MM: Vocês sabem dessa história!! Valeu muito a pena! Até hoje, quando me perguntam o que fazer para seguir a carreira de atriz, eu digo: procure um lugar sério para estudar. O mercado de trabalho é difícil, exclusivo e fechado, então a única coisa a fazer é ir para um lugar bom onde você possa criar a sua rede, seu network próprio. E aí você se junta com os colegas que você admira, cria seu grupo de teatro e dá seus primeiros passos.

Eu acabei sendo convidada para entrar no Deznecessários, mas foi obra do acaso: não fosse isso, certamente eu teria me juntado a colegas do Célia. Durante o curso, conheci e trabalhei com pessoas muito boas, com quem eu ainda quero trabalhar futuramente.

BCH: Você tem diversos trabalhos em cinema, teatro e TV. Como o Célia Helena a preparou para atuar nas três plataformas?

MM: O Célia é um centro de ensino bem teatral, e eu acredito que teatro é a base de tudo. O resto é algo quase mecânico: como se comportar no set, como funciona a luz, posicionamento em relação à câmera. Em TV, por exemplo, muitas vezes não se interage frente a frente com o outro ator, mas na lateral. Só que isso é algo que se aprende trabalhando, não há necessidade de aprender isso em uma escola.

O que é importante aprender na escola — e é o que o Célia Helena oferece — é a bagagem histórica, teatral. Entender de onde vieram as peças, quem são os diretores em voga, o que eles trazem, como funciona o cenário de teatro atual, como criar um personagem, entendê-lo e interpretá-lo. No Célia, a gente aprende o que é realmente importante pra um ator saber.

Com Marcos Mion, nos primeiros anos de carreira, quando dava vida à repórter Teena – FOTO: RECORD/DIVULGAÇÃO

BCH: O apresentador Marcos Mion disse à revista TPM que você não é bicho de TV, mas cria de palco, que precisava de trabalhos de mais entrega. Você concorda com a afirmação?

MM: Concordo com o que o Mion disse, e acho que todo mundo deveria ser cria de palco. É no palco que você consegue dar esse mergulha, que, na minha opinião, é a parte mais linda de atuar. É onde dá o frio na barriga, é onde você começa do zero e se pergunta “Como vai ser essa Gabriela que eu vou fazer?”. São aquelas coisas que não são ditas e que ninguém te pergunta nos trabalhos que você vai fazer, mas que você acaba criando. É claro que nem todos os trabalhos precisam dar essa borboleta no estômago, mas são essas oportunidades que dão prazer na profissão.

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